Esta série de auto-retratos surge de uma individualidade em confronto com o absurdo do desejo.
Procura pacificar-se, nesse ‘lugar’ que a Pintura é, através da contemplação do corpo físico, que se vai transformando numa interrogação do mundo interior a esse corpo.
Uma busca de silêncio implícito na aceitação da condição do corpo e do seu lugar no mundo.
O corpo é o elemento central das histórias que a pele das telas conta. É a afirmação desse ‘estar aí’, desse desejo de sentir.
Uma pele que cai para dar lugar a uma nova pele que envolve o corpo do não-desejar-nada.