domingo, 19 de fevereiro de 2012

antes desenganada inquieta que enganada confortável

Terá havido um tempo em que o homem não procurava Deus? Acredito que sim. sinto esse tempo nas memórias sem sofrimentos. de quando não me mascarava de mim para a minha dor. memórias que conheço sem ter exprimentado. indizíveis...impronunciáveis do tempo em que nada se desejava ou procurava do lado de fora, para lá do eu. Preciso acreditar nesse tempo. sem esforço, um dia.

Sou uma desenganada que procura. quanto mais me procuro mais me desengano. deixei de ser uma enganada confortável. abandondo uma pobreza que não me pertence, mas tantas vezes me deu o falso calor das riquezas mundanas.

Acreditando ser generosa, fui pedinte. acreditando ser honesta, fui mentira. acreditando ser feliz, fui desgosto. Gritava-me livre e era condenada. indigente numa noite gelada.

Agora prefiro olhar para o outro lado do óbvio que nos cala por momentos. o adquirido é mais fácil por ser isso, óbvio...e podia ficar só por aí. o corpo acusa, a mente sente, e o intelecto concorda. é uma aparência cheia de ruídos. faz barulho. o que pensava ser simplicidade, nada mais era do que a aparência agradável e sedutora do conforto socialmente aceite. máscaras adocicadas por roupas bonitas, corpos fenomenais que se esquecem saber envelhecer, o falso poder da moeda que nos alimenta. paz fugaz do conforto. Como quando um relâmpago rompe a noite escura, e por segundos tudo se ilumina e se vê de outra forma. e deslumbrádos por essa luz rompante babamos de tanto prazer de julgar que já se viu tudo. mas são instantes e a paz apagasse em segundos igualmente fugazes. Contudo, ficasse confortável com esse prazer do momento que nos enche as carnes.

Haverá maior pobreza do que um espírito encolhido... (?)

simples é ficar nessa luz da riqueza de uma alma que se acusa. já não olho mais para o céu da noite à espera de um relâmpago que me faça dia. faço antes da noite escura surgir um sol infinito que vem de dentro e ilumina todo o caminho: sem intreferências.

porque se acredita.

1 comentário:

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